O Termo Liturgia tem sua origem grega, significa = "serviço prestado ao povo" composta por duas raízes: leit (de laós = povo) e (érgon = ação, empresa, obra).
A palavra, assim composta, significava, no ambiente em que nasceu: “ação, obra, empresa para o povo ou pública”. Neste sentido eram ”Liturgias” as promoções de festas populares, dos jogos olímpicos ou o custeio de um destacamento militar ou de uma nave de guerra em momentos de conflitos. Todavia, nesta mesma época helênica, começamos a ver o termo “Liturgia” sendo usado ao mesmo tempo e cada vez mais em sentido religioso-cultual para indicar o serviço que algumas pessoas previamente escolhidas prestavam aos deuses. E é neste sentido que ele vai entrar no Antigo Testamento e, tempos mais tarde, será acolhido no mundo cristão na tradução grega do Antigo Testamento (AT).
Liturgia indica sempre, sem exceção, o serviço religioso prestado pelos levitas a Javé, primeiro na tenda e, depois, no templo de Jerusalém. De fato, no texto da Bíblia traduzida para o grego e chamada tradução dos Setenta, “Liturgia” aparece cerca de 170 vezes, designando sempre o culto prestado a Javé, não por qualquer pessoa, mas apenas pelos Sacerdotes e pelos Levitas no Templo. Já quando os textos se referem ao culto prestado a Javé pelo povo, a palavra utilizada pelos Setenta é latría ou doulía. Isso indica que os tradutores dos Setenta fizeram uma escolha consciente deste termo “Liturgia”, dando-lhe um sentido técnico para indicar de forma absoluta o culto oficial hebraico devido a Javé e realizado por uma categoria toda particular de pessoas especialmente destinadas a isso.
No Novo Testamento, o termo significava tanto um serviço recíproco, quanto um ato religioso (cf. Rm 15,27; 2Cor 9,12; At 13,2 ). Nos evangelhos e escritos apostólicos, esse termo não tem o mesmo sentido de culto como no AT, onde estava extremamente ligado ao culto do sacerdócio Levítico, pois esse serviço não tem mais sentido no Novo Testamento (NT), Porém, reaparece nos escritos extrabíblicos de origem judaico-cristã, onde se refere claramente à Celebração da Eucaristia.
No NT, o termo vai aparecer apenas 15 vezes, mas uma só vez em sentido de culto ritual cristão. No cristianismo primitivo, o termo também resiste a aparecer. Os cristãos de origem adotando o “espiritualismo cultual”, isto é, aquele tipo de culto realizado em “espírito e verdade”, não mais ligado às instituições do sacerdócio ou do templo, seja o de Jerusalém ou de Garizim (Jo 4,19-26), não sentem a necessidade de utilizar uma palavra que havia servido para identificar explicitamente um culto oficial, feito segundo regras precisas, tal qual era o sacrifício hebraico, vazio de espírito e rico de exterioridade. Mas já na Igreja pós-apostólica, “Liturgia” vai perdendo parte de seu aspecto negativo e começa a distinguir os ritos do culto cristão, como se vê em documentos como a Didaché (+- 80-90) e na I Carta de Clemente Romano aos Coríntios (+- 96).
No Oriente grego, o termo esteve sempre em uso para designar a ação ritual, muito embora hoje em dia indique, sobretudo, a celebração da Eucaristia segundo um determinado rito, como por exemplo, a “Liturgia de São João Crisóstomo”, a “Liturgia de São Tiago” etc. No Ocidente latino, porém, o termo “Liturgia” será completamente ignorado e só vai aparecer no séc. XVI, por causa dos contatos criados entre o Renascimento e as antigas fontes gregas. Mas devemos aguardar a primeira metade do séc. XIX para vê-lo utilizado no linguajar eclesiástico oficial latino com Gregório XVI, o que continua com Pio IX e, sobretudo, com Pio X.
Por ocasião do Movimento Litúrgico do início deste século, este termo será usado com grande força, sendo que o Concílio Vaticano II o consagrará nos seus diversos documentos, em especial na Constituição sobre a Liturgia Sacrosanctum Concilium, entendendo sempre por “Liturgia” “o exercício do sacerdócio de Jesus Cristo” (SC 7), ou o “cume em direção ao qual se dirige toda a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte da qual sai toda a sua força” (SC 10).
A Palavra significa, portanto, ação (celebração) sagrada da Igreja, pela qual os fiéis glorificam a Deus e são santificados por ele, em Cristo, feita com palavras e sinais sensíveis. É uma reunião de pessoas pela fé em Jesus Cristo no Espírito Santo, povo sacerdotal, chamado por Deus a colaborar na salvação da humanidade. Entre os judeus, este serviço se referia ao culto, que era executado por sacerdotes.
Pouco a pouco, a palavra adquiriu um sentido referente a um ato público de culto, no qual se desenvolve um duplo serviço. Em primeiro lugar, o serviço feito por Deus para nós. Depois em resposta a isto, o serviço prestado pelo povo a Deus com oferta do próprio louvor, do agradecimento e especialmente, da própria vida (cf. Rm 12,1-2).
Somos membros da Liturgia o Sacerdote, Animadores (Comentaristas), acólitos, leitores, salmistas, músicos e instrumentistas, ministros da acolhida, ministros extraordinários da Eucaristia, etc. A Igreja nos ensina que a liturgia é “oração comunitária da comunidade cristã”.
A Constituição sobre a Liturgia, do Concílio Vaticano II, nos ensina que “é Cristo mesmo que fala quando se leem as Sagradas Escrituras na Igreja” (SC 7). “Na liturgia, Deus fala a seu povo. Cristo ainda anuncia o Evangelho” (SC 33). É o que nos ensina a Igreja. Pela Liturgia podemos compreender o que é ser humilde. “É necessário que ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30). É necessário que a Palavra apareça, e quem a proclama diminua.
sábado, 20 de março de 2010
Pastoral ou Movimento ?
É preciso distinguir a diferença existente entre Pastoral e Movimento.
Pastoral: é serviço, ação, trabalho desenvolvido pela Igreja. Não se resume em grupo de pessoas, mas em ação organizada e dirigida pela Diocese e Paróquia para “atender” determinada situação em uma realidade específica. Todos têm uma função, um carisma, um jeito de viver, porém, todos são importantes para que o Reino de Deus aconteça. Com as nossas virtudes e defeitos, estamos a caminho, na estrada, procurando a nossa conversão em Cristo.
A finalidade da Igreja Católica é evangelizar, ou seja, difundir os ensinamentos deixados por Jesus nos evangelhos e nos livros sagrados. Para que a Igreja possa fazer essa divulgação do Santo Evangelho, precisa ter um plano organizado, um projeto de evangelização que é distribuído a vários grupos em diferentes setores. Esses setores são chamados “pastorais”. E as pessoas que trabalham nessas pastorais são chamadas “agentes pastorais” ou “agentes de pastoral”. Todos os membros das pastorais são voluntários. E não é preciso ser católico para participar, já que as pastorais são ecumênicas.
Existe a pastoral da criança, da saúde, da educação, da juventude, da comunicação, da sobriedade, do menor, da liturgia, da catequese, a pastoral familiar, carcerária e muitas outras. Em todas essas pastorais existem pessoas com formação para exercerem o trabalho que a elas correspondem. São coordenadas pela Arquidiocese que promove regularmente cursos e encontros de formação, para que os “agentes de pastoral” possam trabalhar junto às comunidades com plena consciência do que estão fazendo e da finalidade do seu trabalho
Movimento: os movimentos nascem e se formam num contexto externo à igreja local, mas atuam dentro da Paróquia. É uma ação dos leigos que pode envolver várias pastorais/serviços ao mesmo tempo. Estão mais ligados à vida pessoal dos participantes e, em geral, têm um caráter de espiritualidade e seguem um carisma próprio, envolvendo mais ou menos as mesmas pessoas que vivenciaram um encontro, um retiro ou uma catequese.
Pastoral: é serviço, ação, trabalho desenvolvido pela Igreja. Não se resume em grupo de pessoas, mas em ação organizada e dirigida pela Diocese e Paróquia para “atender” determinada situação em uma realidade específica. Todos têm uma função, um carisma, um jeito de viver, porém, todos são importantes para que o Reino de Deus aconteça. Com as nossas virtudes e defeitos, estamos a caminho, na estrada, procurando a nossa conversão em Cristo.
A finalidade da Igreja Católica é evangelizar, ou seja, difundir os ensinamentos deixados por Jesus nos evangelhos e nos livros sagrados. Para que a Igreja possa fazer essa divulgação do Santo Evangelho, precisa ter um plano organizado, um projeto de evangelização que é distribuído a vários grupos em diferentes setores. Esses setores são chamados “pastorais”. E as pessoas que trabalham nessas pastorais são chamadas “agentes pastorais” ou “agentes de pastoral”. Todos os membros das pastorais são voluntários. E não é preciso ser católico para participar, já que as pastorais são ecumênicas.
Existe a pastoral da criança, da saúde, da educação, da juventude, da comunicação, da sobriedade, do menor, da liturgia, da catequese, a pastoral familiar, carcerária e muitas outras. Em todas essas pastorais existem pessoas com formação para exercerem o trabalho que a elas correspondem. São coordenadas pela Arquidiocese que promove regularmente cursos e encontros de formação, para que os “agentes de pastoral” possam trabalhar junto às comunidades com plena consciência do que estão fazendo e da finalidade do seu trabalho
Movimento: os movimentos nascem e se formam num contexto externo à igreja local, mas atuam dentro da Paróquia. É uma ação dos leigos que pode envolver várias pastorais/serviços ao mesmo tempo. Estão mais ligados à vida pessoal dos participantes e, em geral, têm um caráter de espiritualidade e seguem um carisma próprio, envolvendo mais ou menos as mesmas pessoas que vivenciaram um encontro, um retiro ou uma catequese.
Grupo de Oração Jovem Filhos do Céu
Olá Grupo Oração Jovens Filhos do Céu e visitantes internautas, que bom podermos contar com esse blog, onde partilhamos as alegrias e tesouros de nosso grupo de Jovens. Quero pedir a vocês que valorizem a sua juventude, procurem na Igreja sempre ser jovens. A tendência que a comunidade tem, não por mal, mas porque quase toda comunidade é assim, é que o jovem tenha um comportamento de alguém que não é jovem. Alguém que começa no grupo de jovens deve ter seu espaço para poder crescer. Quando entrei no grupo de jovens, eu não tinha a maturidade que tenho hoje e os grupos pelos quais passei me ajudaram a ser hoje o que sou.
Por isso convido a você a aproveitar esse momento da sua juventude, curta isso, mas sempre com a perspectiva de que o grupo de jovens te ajudará a ter mais visão na sua caminhada, pois Deus esta aí para te conduzir nas suas amizades; tenha a comunidade como um lugar de incentivo, e se esta mesma comunidade te fechar as portas, tente abri-las porque vale a pena. Abrindo essas portas, você vai sentir como o “novo” entra e a comunidade vai tornar-se mais viva.
Entre a Igreja e os Jovens existe uma relação de mútua dependência: os jovens precisam da Igreja, com necessidade vital; e a Igreja precisa de vocês jovens, porque vocês são uma parte importante do Povo de Deus. Através da Igreja os jovens chegam ao conhecimento de Jesus Cristo: Deus feito homem, a resposta às inquietações mais profundas, a fonte da verdadeira felicidade. E vocês jovens dão à Igreja vida nova, quando descobrem com entusiasmo a figura e a mensagem de Cristo, e transmitem o entusiasmo dessa descoberta às novas gerações.
Parabéns pela iniciativa desse Blog e continuem firmes na fé
De seu amigo e Pastor!
Pe. Albertine
Por isso convido a você a aproveitar esse momento da sua juventude, curta isso, mas sempre com a perspectiva de que o grupo de jovens te ajudará a ter mais visão na sua caminhada, pois Deus esta aí para te conduzir nas suas amizades; tenha a comunidade como um lugar de incentivo, e se esta mesma comunidade te fechar as portas, tente abri-las porque vale a pena. Abrindo essas portas, você vai sentir como o “novo” entra e a comunidade vai tornar-se mais viva.
Entre a Igreja e os Jovens existe uma relação de mútua dependência: os jovens precisam da Igreja, com necessidade vital; e a Igreja precisa de vocês jovens, porque vocês são uma parte importante do Povo de Deus. Através da Igreja os jovens chegam ao conhecimento de Jesus Cristo: Deus feito homem, a resposta às inquietações mais profundas, a fonte da verdadeira felicidade. E vocês jovens dão à Igreja vida nova, quando descobrem com entusiasmo a figura e a mensagem de Cristo, e transmitem o entusiasmo dessa descoberta às novas gerações.
Parabéns pela iniciativa desse Blog e continuem firmes na fé
De seu amigo e Pastor!
Pe. Albertine
Deus me quer Feliz!
Essa foi a expressão usada por uma amiga esses dias atrás ao justificar a separação de seu marido e o inicio do relacionamento com outra pessoa, ao questioná-la como ficaria a sua consciência diante de Deus pela atitude que estava assumindo sendo ela uma líder na sua comunidade e tida como exemplo a muitos de maneira especial jovens de sua comunidade. Confesso que sua resposta me deixou inquieto, pensativo, decepcionado e desde aquele dia venho pensado na questão da felicidade e da moral cristã e por isso resolvi escrever essas poucas linhas ajudando-nos a clarear sobre esse assunto. Precisamos ter bem claro que uma coisa é a felicidade e outra o prazer ou o bem-estar. Jesus nos convida para vivermos uma felicidade que não é um bem-estar permanente, mas sim uma conseqüência de um modo de ser e de viver. É um fruto indireto da vida e não uma meta a ser alcançada, a meta que devemos ter na vida é a nossa santidade que terá como fruto a felicidade e outros tantos bens que buscamos.
Hoje muitas pessoas confundem a necessidade com o desejo, buscam os desejos pessoais como se fossem a necessidade mais urgente em suas vidas e fazem de tudo para alcançá-la. Quando desejamos muito algo, ficamos tentando nos convencer que aquilo é a vontade de Deus para nós. “Se somente assim seremos felizes então isso tem que ser a vontade de Deus”, dizemos para nós mesmos. A verdade é que isso não acontece. Confundimos nosso desejo por felicidade com a vontade de Deus. Resumindo, queremos agradar a nós mesmos e para não ficarmos com culpa na consciência tentamos nos convencer de que Deus também deseja aquilo.
A felicidade e a bem-aventurança estão tão dentro da mensagem cristã que aceitar e assumir o projeto cristão é o mesmo que aceitar e assumir um projeto de gozo, de felicidade e de alegria para a vida presente de qualquer pessoa e da humanidade como um todo. Jesus sabia que ele não era o centro de sua própria vida, mas seu Abbá (Pai Deus) e, portanto podia relativizar sua vida e presenteá-la. E convidava as pessoas para isso, para que fôssemos livres e não escravos da imagem, do dinheiro. Comer para ser saudável, ter bens para viver sem exagero, trabalhar sem exagerar, e assim todas as necessidades humanas. Descobrir o engano do dinamismo do desejo que não tem limites e provoca sua própria destruição e a dos demais. Basta ver o exemplo da crise econômica atual, provocada pela avareza de certas companhias, e que arrastou o mundo inteiro. O fato de não haver limite ao desejo de lucro provoca este dano tão grave às pessoas.
Para resolver esse dilema é preciso que tiremos a felicidade do primeiro lugar de nossa vida e colocar Deus em primeiro lugar então Deus começa a tornar-nos feliz. No livro dos salmos encontramos a seguinte afirmação: “Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do seu coração” (Sl 37.4). Em outras palavras seja Deus suficiente para você, esteja contente com Ele, deixe-O decidir o que é melhor para você, procure fazer sempre a vontade Dele em primeiro lugar, e como resultado Ele satisfará o que o seu coração deseja. E te dará a felicidade verdadeira que é a nossa plena realização como seres humanos criados a imagem e semelhança Dele. Sim Deus nos quer felizes por isso nos deixou os mandamentos e orientações contidas na Sagrada Escritura para que seguindo-a sejamos felizes como ele nos quer “Seguireis exatamente o caminho que o Senhor, vosso Deus, vos traçou, a fim de que vivais e sejais felizes, e vossos dias se prolonguem na terra que ides possuir” (Dt 5,33), meus queridos a felicidade portanto é cumprir a lei de Deus é ela que vai nos satisfazer plenamente não nossos desejos mesquinhos, de poder ou de prazer.
Pe. Antonio José Albertine.
sexta-feira, 19 de março de 2010
Palavra do Pastor // Padre Antonio José Albertine
A festa da Páscoa comemora o triunfo de Jesus Cristo ressuscitado. Efetivamente, Jesus Cristo -com sua morte- nos livrou do pecado e nos reconciliou com Deus, e por sua ressurreição nos abriu as portas do céu. A ressurreição de Jesus é o fundamento da religião cristã, porque é o argumento principal da divindade de Cristo e da verdade de nossa fé. A ressurreição de Cristo consiste em que sua alma voltou a se unir ao mesmo corpo, saindo vivo e vitorioso do sepulcro, para nunca mais morrer. Ainda que o acontecimento em si não tenha sido presenciado pelos homens, este milagre é um fato histórico que muitas testemunhas puderam comprovar porque, o que antes tinha morrido, aos três dias apareceu-lhes vivo e com seu mesmo corpo, agora glorificado. Assim como Cristo, que começou com sua ressurreição uma vida nova, imortal e gloriosa, assim também nós devemos ressuscitar espiritualmente em cada Páscoa, renunciando para sempre ao pecado e amando só a Deus e ao que nos leva a Ele. A todos os paroquianos de Nossa Senhora do Carmo desejo uma santa e feliz páscoa! Que todos sejamos ressuscitados com Jesus. Pe. Antonio José Albertine
Pároco.
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